As transformações nas relações do fruidor de obras estabelecidas pelas mídias de convergência.
O livro "A cultura da convergência", do profesor Henry Jenkins, especialista em mídias, trata das transformações culturais com foco na utilização dos vários canais midiáticos, ou seja, da utilização das várias mídias tecnológicas nos processos de comunicação, interação e difusão da informação que acabam por influenciar e transformar o papel e a relação do produtor e receptor dos artefatos culturais, atualmente, cada vez mais difundidos e adaptados a cada mídia: TV, cinema, internet, dentre outras, o que caracteriza essa convergência também como um processo cultural. Já na capa do livro o autor traz uma afirmação alusiva à essa transformação cultural no que diz respeito aos processos de interatividade: "As mídias tradicionais são passivas. As mídias atuais são participativas e interativas."
Por meio da análise do filme "Matrix", narrativa chamada transmidiática, difundida nas mídias tradicionais, TV e cinema, e adaptada também às contemporâneas, internet e games, por expemplo, pela criação de animações e jogos que instigam a curiosidade do público em desvendar não mais apenas uma história, mas um universo de possibilidades que é criado e difundido de forma desconexa através das mídias, o autor nos proporciona a oportunidade de refletir como a cultura, ao ser influenciada pela evolução histórica e tecnológica, vai se adaptando aos padrões comportamentais e linguísticos proporcionados pelas novas formas de interação e difusão da informação.
Exemplificando esse processo de construção coletiva do conhecimento, termo e prática que emergiram com a crescente interação e difusão da informação por meio dos recursos tecnológicos de comunicação de massa, podemos citar os formatos de muitos programas de TV que, atualmente, privilegiam a já citada "interatividade", a participação do público por meio de votações, opiniões ou sugestões. Podemos citar, dessa forma, quadros do programa Fantástico como "Detetive virtual" em que o público sugere algum mistério virtual a ser desvendado e também o quadro "Norma", que conta algumas situações vividas por uma secretária, "Norma", em que as sugestões do público, no caso, possíveis soluções para seus problemas, vão ao ar encenadas pela atriz e apresentadora do quadro, Denise Fraga.
Além da participação com simples votação, opinião ou sugestões, podemos perceber também como a interatividade da "cultura da convergência" transformou o simples consumidor em fruidor-consumidor-criador, ampliando a sua atividade a as possibilidades de interação com o produto, principalmente no que diz respeito àqueles que se tornam fãs de certas obras, como o seriado "Glee", comédia musical ambientada em um "high school" do estado de Ohio, do canal de TV por assinatura FOX, em que os fãs "recriam" seus apisódios de forma bem humorada e postam os vídeos no youtube, onde são amplamente divulgados.
A exemplo dessa possibilidade de ampliação da interação, do consumidor-fruidor-criador, podemos citar também uma promoção realizada pelo programa Fantástico, da recriação de uma cena do filme "crepúsculo" em que centenas de fãs trataram de recriar das mais inusitadas formas suas cenas para serem serem enviadas.
Esses exemplos de programações de TV e as narrativas transmidiáticas que, por meio da difusão de produtos com sua marca, além da criação de jogos, websites, favorecendo a manipulação e a participação direta do público com o produto oferecido refletem essa transformação cultural proporcionada pela chamada convergência midiática, que acontece não somente por meio dos aparelhos, mas principalmente por meio da interção entre os consumidores que estão, a cada dia, migrando de uma atitude passiva para a participação e interatividade proporcionada por essas diversas mídias.
Diante desse tema, várias idéias inundam a nossa mente, a ponto da tarefa não ser tão simples quanto possa parecer. Em que prática ou práticas focar? De repente nos damos conta de que não apenas "práticas", mas "práticas e mais práticas" do cotidiano vêm sendo influenciadas e transformadas pelas tecnologias e, da mesma forma que aconteceu com as janelas das intefaces digitais, a utilização diária de alguns desses aparatos tecnológicos acabou por tornar essas transformações imperceptíveis. Só nos damos conta se paramos para pensar no assunto. Escrevemos ou lemos diariamente e fazemos isso diante do computador como se estivéssemos com uma caneta e um papel na mão, a "ilusão do usuário" citada por Johnson (2001), mas não paramos para pensar sobre as influências que os recursos das interfaces digitais exerceram e continuam exercendo sobre nossos hábitos de leitura e escrita, como por exempo: diante do computador, abolimos a borracha ou o corretivo, sem falar naquelas terríveis bolinhas de papel feitas na hora da raiva quando se erra ou não se consegue alcançar o objetivo do texto. E o rascunho, que muitas vezes mais parece um enigma do que um texto propriamente dito. Diante da tela do computador temos muito mais flexibilidade e opções para fazer e refazer nossas frases, nosso texto. Então: Novas tecnologias, novas formas de estruturar, de pensar, de fazer e refazer e também de lidar com a leitura e a escrita.
Quem pode dizer, por exemplo, que o texto acima não leva o leitor a processar algum tipo de informação? Aliás, "informação"!!! Como a veiculação desta se transformou!
Mas a palavra de ordem é "processar", uma vez que a quantidade de informação, por si só, não garante a aprendizagem, antes, são as nossas atitudes diante de todo esse aparato tecnológico que influenciam na construção do nosso conhecimento. É preciso saber navegar por essa maré de tecnologia e informação. Um texto de Luis Fernando Veríssimo ilustra bem a questão das práticas do cotidiano que se transformaram ao longo da evolução tecnológica e ilustra tembém a importância de se ter o "controle da situação" em meio a essa evolução: "E tudo mudou..."
E agora, trazendo para o nosso cotidiano, para as nossas práticas pessoais, ilustramos aqui o que foi e continua sendo transformado pelo uso das tecnologias:
No estudo e no trabalho:
E as práticas vêm se transformando...
Alguns trabalhos realizados a partir de práticas proporcionadas pelo curso de "Ensino de Línguas Mediado por Computador"- EAD: http://pixton.com/br/comic/hse0tc0b
Certamente, ao entrar nesta página, te chamou a atenção as animações, esta da tela principal e as demais, dispostas pela coluna lateral. Se isto realmente aconteceu, então elas cumpriram sua função. Não sei se posso falar por todos, mas quem não gosta ou pelo menos não acha interessante ou até mesmo não usa esse recurso disponibilizado na web em suas páginas, como orkut, MSN, blogs... Elas, de certa forma, contribuem para atribuir movimento aos ambientes. Aliás, "movimento" é um termo ao qual os recursos proporcionados pelos vários softwares das interfaces digitais vêm reformulando, inovando e, por que não dizer, revolucionando o conceito. É justamente a isso que pretendo me referir ao relembrar da minha "ainda" pouca experiência com o computador e com a "navegação" no universo www. Me recordo de quando comecei a ter contato com essa ferramenta e, por não saber ainda utilizar, ficava espantada ao ver alguém clicando aqui e ali e, a cada click, uma janela (para mim, na época "quadrinhos") surgia na tela, parecia até mágica, não entendia nada e ficava curiosa, em compreender a lógica de funcionamento daquilo tudo. Como as pessoas não ficavam perdidas em meio a tantas janelas que se abriam e fechavam, como conseguiam encontrar o que estavam procurando. Esse foi o meu questionamento inicial, meus primeiros contatos como o computador, o que me instigou a conhecê-lo melhor. Olha que até aqui, estou relatando o meu contato apenas com o processador de textos! Pois bem, se essa ferramenta que, podemos dizer, é básica dentro desse universo digital, tanto me "encabulou", o que podemos dizer, então, a respeito dos recursos do universo virtual? Se achamos interessante clicar, rolar barras, copiar, colar, apagar, arquivar documentos. Se achamos "legais" as figuras citadas no início, justamente pelo fato de elas possuírem movimento, e, por isso mesmo, serem também atrativas, engraçadas, dentre outras qualidades, o que não dizer a respeito de clicar em um link como leiabrasile viajar sem sair do lugar para outras páginas (metáfora de outros lugares) e poder adquirir novas informações e novos conhecimentos. O que dizer da possibilidade de poder se distrair ouvindo uma música ou assistindo a um vídeo, ou melhor, fazendo as duas coisas ao mesmo tempo sem que para isso necessite de dois aparelhos específicos. (Ah!! sinta-se a vontade para linkar com a outra página e aproveitar o que ela tem a oferecer e também para ouvir a música e assistir ao vídeo, mas não se esqueça de ler o final do texto e depois dar a sua opinião, ok!!)
Como disse antes, na minha "ainda" pouca experiência com a navegação nesse universo www, o que me encanta é a possibilidade de adquirir conhecimentos, vivenciar experiências novas, principalmente quando essas me possibilitam compartilhar, ensinar e também aprender com os outros. E isso, todos esses recursos hipertextuais, ou seja, dotados de links que nos levam a outras vistas, dos quais estamos tendo a oportunidade de lançar mão para as atividades educacionais, que são o nosso foco, estão nos proporcionando de forma bastante satisfatória. E você, o que mais te encanta e te seduz neste universo virtual?
Como todos sabem e também, como o próprio título deste blog sugere, ele foi criado com a intenção de compartilhar, nesse universo virtual, que nos apresenta tantas possibilidades, os vários trabalhos que realizamos em sala de aula. é também uma forma de incentivar e valorizar a produção dos alunos. Isso pode ser comprovado e apreciado nos vários trabalhos já postados, realizados com tanta qualidade de produção. Só posso dizer que está sendo uma ótima experiência.
A partir de agora, além de compartilhar conhecimentos com e entre os alunos, tentaremos interagir um pouco com os colegas de profissão. Sou professora, "que gosta muito do que faz" e também sou aluna, atualmente cursando Pós Graduação em Ensino de Línguas Mediado por Computador pela UFMG.
A disciplina que estamos estudando trata do estudo das novas tecnologias e seus artefatos no universo www, sob a ótica da cultura e da socialização.
"Janelas" é o capítulo do livro "Cultura da interface" de Steven Johnson, que estamos estudando e que trata da evolução destas, dentre outros artefatos do ambiente digital.
Aliás, quando falei em "janelas", o que veio em sua mente? Em quê você pensou? Será que você visualizou as janelas da sua casa ou de outro lugar qualquer? Lembremos que esse outro lugar qualquer inclui a tela do computador. (ligado, é claro)!!!
Pois bem, Johnson (2001), nesse texto que mencionei, fala que estamos tão habituados com esses termos que eles caem na invisibilidade, como acontece com tantos outros, próprios da linguagem e de comportamentos, hábitos, dentre outros definidos pela cultura. Para exemplificar, nós "entramos" na internet, "abrimos" uma página, "navegamos" por um site, sobrepomos "janelas" sobre "janelas", sem percebermos todas essas metáforas. Esses termos e esses ambientes já fazem parte do cotidiano de muitos. Por isso mesmo, nem sempre paramos para analisar a criação desses ambientes, como eles são preparados, os recursos utilizados, as viagens que eles nos proporcionam num simples click.
Eu havia falado que, a partir de agora, iremos tentar interagir e compartilhar conhecimentos com os colegas de trabalho e isso será feito de forma bem simples. O que pretendemos aqui, como não podia deixar de ser, é compartilhar sites voltados para a educação, especialmente para o incentivo à leitura. Vou postar os que eu conheço e gostaria que os colegas fizessem o mesmo por meio dos comentários. É um meio também de compartilhar formas variadas de trabalho em sala de aula através dos recursos tecnológicos tão presentes em nosso dia a dia.
Para iniciar, gostaria de sugerir o site www.brasilleitor.org.br, que dsenvolve projetos, especialmente para as escolas, para o incentivo à leitura e à inclusão digital e ilustra bem a utlilização dos recursos e dos artefatos tecnológicos diponíveis no universo virtual. O site apresenta os frames, citados por Jonhson, ou seja, os quadros, tão comuns hoje em tantos sites, que vão se alternando no mesmo espaço, aproveitando-o para as mais variadas opções de projetos de incentivo à leitura. O quadro maior no centro da tela, apresenta notícias do universo da leitura e do universo cultural que se alternam também na tela, mas o usuário pode optar clicando na parte superior do mesmo para direcionar sua pesquisa. Ainda nesse quadro, no título notícias diversas, encontramos também vídeos institucionais e de exemplos de projetos de leitura de vários lugares do país. No banner de apresentação do site, alternam-se links de projetos variados. A cada clique, novas janelas, e "novas vistas" são apresentadas e podem nos auxiliar nesta tarefa de incentivar nossos alunos a se enveredarem por esse universo textual.
Olá turminha!! Deu bastante trabalho, mas, finalmente, eu consegui. (Valeu a pena : ))) !!!) Leiam o livro criado a partir do poema "A Adolescência", de Gabriela do 8º Ano. Ficou muito legal. É só clicar no canto direito do livro e arrastar para virar a página.
Ouçam esse audio que foi feito apenas com a intenção de descrever um pouquinho esse espaço que foi criado para incentivar sua produção e sua criatividade. Aproveitem!!
As sugestões a respeito da palavra "texto" foi transformada nessa "nuvem de palavras", onde expressamos nossas idéias e conhecimentos. Ficou muito legal!!
Olá pessoal! Vejam que legal a HQ criada por Izael do 8º Ano. Ele se inspirou no tema da unidade do livro que nós estamos estudando, vocês se lembram? "Escolhas". Vocês já pararam para pensar em o que vocês serão quando adultos? Não?!! Aconselho começarem a pensar para não ficarem confusos como a nossa amiga aí. Também, com tantas opções!!! (Opiniões?!!)... Leiam e comentem:
Olá turminha!!! Como sugeriu o título, viajemos juntos com Guilherme e Helen em seu diário. E repare como eles viajaram MESMO (no diário e no tempo)...
D I Á R I O
18/05/1960
Cássia já não sentia mais amor por mim e decidiu terminar tudo. Se mudou para Engenheiro Navarro. Ela está a 365 Km de distância de mim e eu me afundei na depressão.
25/05/1960 Uma semana se passou. Depois da "deprê", decidi me "esbaldar"! Fui para a discoteca "Raio de Luz" e acabei me apaixonando por "Beija-flor", uma "hippie" muito interessante, que adora a vida como eu!
28/06/1960 Tive coragem e a pedi em namoro. Foi quando recebi um telegrama de Cássia dizendo que me amava e que iria voltar! Fiquei num dilema, quando tive a decisão e escolhi...
Beija-flor ou meu antigo amor?
29/06/1960 Decedi que ficaria com aquela que me fez ressurgir das cinzas: Beija-flor, a "hippie" que mudou a minha vida... ou melhor, Josefa, seu nome verdadeiro.
31/06/1960 Levei-a para um campo florido e dentro da cesta de pequinique... "Tham, tham, tham, tham..." Um anel! Dei um fora na Cássia! Ninguém mandou ela me deixar! Agora vai sentar na praça pra ver se alguém vai te querer... :-p
30/11/1961 É, demorou um pouquinho, mas, até que enfim vamos nos casar! Comprei uma "vam" e iremos até onde a gasolina acabar... Tchau...!
(Minutos depois...)
30/11/1961 "Aff"...! A "gasosa" aguentou só até a esquina da minha casa! Minha sorte é que tinha uma casa à venda...
15/03/1970 Temos uma filha: "Flor de Liz" Vivemos felizes até hoje (ainda bem!)...
Olá navegadores!!! Antes de comentar os textos, ouça a música abaixo:
- Faça comentários, comparando essa música com a música "Borboletas de Victor e Leo"
- Agora leia e aprecie alguns textos produzidos pelos colegas: Páginas de diário a partir da música "Borboletas", de Victor e Leo, vocês se lembram?
Diário
08/09/09
Beatriz, a mulher que sempre amei, voltou. Me sinto como no tempo em que namorávamos. Tenho vontade de ficar junto dela de novo, porém acho que não pode ser possível, pois já estou namorando com outra e, além disso, Beatriz me disse que muito tempo se passou e que o nosso amor não tem mais graça. Eu acho o contrário, pois o que aconteceu entre nós foi muito bonito. Embora tenha voado para o infinito, ele pode voltar, como as borboletas pro jardim. Estou tão dividido, pois ela voltou e "sei que estou amando, mas ainda não sei quem".
10/09/09
Essa noite foi muito estranha. Eu e Beatriz nos encontramos. Eu disse a ela que nada mudou, que meu amor permanece o mesmo, mas ela diz o contrário. Fala que já me esqueceu, que não me ama mais e que "tudo em nós morreu". Eu a beijei, ela me deu um tapa na cara. Eu disse que ela é como uma borboleta, foi embora, mas voltou pra mim, que sou o seu jardim. Ela está muito magoada comigo e não quer me ver nunca mais, estou muito triste...
- Texto produzido por Gabriela e Laislane (8º Ano)
Que legal, agora também podemos compartilhar conhecimentos na rede. Prontos para navegar e aprender? Espero que sim.
Quantos textos!!!
- Você já prestou atenção na imensidão de textos que circulam em nossa sociedade? - Que diferenças existem entre eles? - Todos têm a mesma função? - Todos podem ser lidos da mesma forma? - Que diferentes intenções possui cada um deles?
Vivemos em uma época marcada por textos das mais diversas naturezas. Por isso, é preciso aprender a ativar diferentes mecanismos para poder interpretar, entender qual é a intenção dos textos que nos rodeiam, saber que resposta esperam de nós.
Ops! Vamos com calma! Afinal, são tantos!
Iniciemos nossas atividades nesse novo ambiente, relembrando e comentando atividades realizadas.
Vamos falar de música?
Músicas são textos?
As músicas nos emocionam, porque nos liberam, porque nos permitem fantasiar ou porque expressam nossos sentimentos. As músicas podem contar histórias. Lembremos um pouco da atividade realizada a partir da música "Borboletas", de Victor e Leo, no estudo do gênero textual "diário". Foi "show de bola". Os alunos realmente "bateram asas e voaram" na imaginação e na cratividade. Vejam alguns exemplos e comentem os textos dos colegas.